sexta-feira, 13 de junho de 2008

O ápice do antijogo



O placar era Palmeiras 0 x 1 Cruzeiro. O eficiente time mineiro ia conseguindo um feito importante em sua caminhada rumo ao título. Aos 30 minutos do primeiro tempo, Valdívia fez bela jogada individual e saiu na cara do goleiro Fábio. Ele podia escolher um canto e bater, tentar mais um drible e fazer um gol de placa ou quem sabe chutar por cobertura, o que não seria menos bonito. Mas Valdívia decidiu dobrar os joelhos e cair. O que leva um jogador a optar por fraudar o esporte que lhe sustenta ao invés de lhe oferecer um raro momento de beleza é algo que me inquieta. A escolha de Valdívia precisa ser analisada com atenção. Dentro do contexto do futebol brasileiro, onde cada vez mais jogadores desmontam como playmobils diante da simples aproximação dos zagueiros adversários, a atitude de Valdívia é emblemática. De cara pro gol, ele escolhe a simulação, a fraude. É o ápice do antijogo.

As consequências: o zagueiro cruzeirense Thiago Martinelli foi expulso, o jogo passou para o controle do Palmeiras, que acabou goleando por 5 x 2. Uma potencial vitória mineira fora de casa transformou-se numa flagorosa derrota por goleada. Tudo isso graças ao momento-chave da partida que nada teve de esportivo. Quando teremos um verdadeiro tribunal de vídeo, que julgue imagens como essa e puna os fraudadores do esporte, que mancham o futebol com esse tipo de espetáculo de mau-caratismo?

Um comentário:

fjunior disse...

penso q estou ante o Mainardi da crônica futebolística... gostei da idéia... esta idéia tem cara de q vai pegar... rs

*e por favor vamos tirar este negócio de verificador de palavras...