Esta foto que vocês estão vendo foi tirada numa churrascaria aqui no Rio, após o empate com o Boca Juniors lá na Argentina. (Aquele ponto vermelho no centro da foto, atrás do vidro, sou eu.) À mesa vemos as três revelações das categorias de base das Laranjeiras: o goleiro Fernando Henrique, o volante Arouca e o lateral Júnior Cesar. O cavalheiro que estende as asas sobre os jovens talentos só Deus sabe quem é. Tudo leva a crer que seja um empresário, mas bem pode ser um advogado, um assessor de impresa ou coisa que o valha. Especulações à parte, toda equipe que se destaca tem seus jogadores cobiçados. Que o diga o todo-poderoso Manchester United, que está cortando um dobrado para segurar Cristiano Ronaldo. Caso o Fluminense perca o título, o desmonte será inevitável.
O Fluminense levou dois anos para montar esta equipe. A base (Fernando Henrique; Thiago Silva, Luiz Alberto, Júnior Cesar; Thiago Neves, Arouca e Cícero) estava toda lá na final da Copa do Brasil do ano passado. Recebeu o reforço de peças excelentes como Conca, Dodô e Washington, e apesar de não apresentar um futebol que me convença, alcançou um feito impensável há poucos anos atrás para um clube carioca. Mas agora, perdendo ou ganhando, vai precisar mostrar um outro tipo de talento: a fabricação de equipes em série. Esta disciplina já foi totalmente assimilada pelo São Paulo, que tem a equipe desmontada e remontada ao fim de cada temporada, e sempre ressurge como favorito.
O Fluminense, por sua vez, ainda não foi testado no quesito remontagem expressa e pode ter um teste de fogo nos próximos meses. Caso perca a Libertadores, perderá também os principais jogadores e voltará para o Brasileirão na lanterninha sofrendo de uma tremenda ressaca pós-vice. Mas então, alguém me diz, o Fluminense estará com bala na agulha para comprar grandes jogadores (para os parâmetros brasileiros, é claro). Resta saber se as peças serão bem escolhidas e se irão encaixar a tempo de conseguir uma boa posição neste que é o campeonato mais equilibrado dos últimos anos.
Quando o Fluminense pisar no gramado do Maracanã no dia 2 de julho estará disputando mais do que um título, estará definindo o futuro do clube a curto e médio prazo. É isso que faz o futebol tão emocionante, a capacidade de colocar tanta coisa em jogo em apenas 90 minutos.




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