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Nunca tinha ouvido falar da LDU, mas desde o início da Libertadores gostei do time equatoriano. Já na estréia contra o Fluminense, lá na longínqua primeira fase, mostrou personalidade, botou a bola no chão, saiu jogando e pressionou do início ao fim. Não saiu com a vitória por casualidade. E ali já se revelava a cara do time tricolor: segurar atrás do jeito que dá e rezar para algo funcionar lá na frente. Diga-se de passagem, isso é a cara do técnico Renato Gaúcho, que não cansa de repetir aquele discurso batido de que tem estrela, de que é o cara, de que nasceu pra brilhar e blá-blá-blá.
A LDU me convenceu de vez nas oitavas-de-final, nos dois jogos contra o Estudiantes, o então líder do campeonato argentino. 2 x 0 pro time equatoriano numa partida muito bem jogada. No jogo da volta, uma derrota por 2 x 1 num estádio abarrotado de argentinos, que fizeram uma belíssima festa, mas que não foi o suficiente para fazer o time avançar. Eliminados, com Verón e tudo.
Já contra o San Lorenzo pecaram pela soberba. Depois de conquistarem um empate no jogo de ida, na Argentina, e de ficarem com um jogador a mais desde os 30 minutos do primeiro tempo jogando em casa, relaxaram. Ficaram tocando bola daqui pra lá, de lá pra cá. Resultado: empate heróico do San Lorenzo que arrastou a decisão para os pênaltis. Por sorte o deslize não foi punido com o rigor máximo. Passou o melhor. Passou a LDU. E depois de uma semifinal sonolenta contra o América do México saiu de dois empates classificada para a final.
A LDU não foi o melhor time da Libertadores. Esse "título" é do Boca. Mas com certeza apresentou melhor futebol que o Fluminense. O ponta direita Guerron (já negociado com Getafe, da Espanha) e os meia Bolaños e Manso são ótimos jogadores. Dão muita velocidade, habilidade e qualidade de passe ao time. Já o centro-avante Bieler é uma negação. Perde gol que nem eu em pelada de fim-de-semana. O goleiro Cevallos também é fraco, inseguro. Mas é um time com padrão tático, com jogadas bem articuladas, que faz a bola rolar de pé em pé com qualidade.
A diferença da LDU pro Fluminense é que o time equatoriano não contou com a sorte para chegar até a final. Resta saber se a sorte vai continuar ao lado do tricolor, porque se estiver, aí já era, não tem pra ninguém. Te cuida, Manchester United!
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