Quando Joel Santana anunciou sua saída, o comando do Flamengo ficou entre Geninho e Caio Júnior. A princípio optaria pelo primeiro, já que no ano em que Caio Junior iniciava sua carreira no Paraná, Geninho estava se consagrando campeão brasileiro com aquele timaço do Furacão em 2001 (que tinha no ataque os até então desconhecidos Kléber Pereira e Alex Mineiro). Pois bem, veio Caio Junior e sua coleção de óculos fashions. E não é que o time melhorou? Não que eu achasse a equipe do Flamengo um primor nas mãos de Joel Santana. Pelo contrário, sempre me incomodou aquele bando de cabeças-de-área que povoavam o meio-campo. Volantes como armadores, armadores como atacantes e atacantes no banco de reservas. Esse era o Flamengo do Papai Joel.E a boa surpresa começou com o recuo de Toró para primeiro volante e de Marcinho para a armação das jogadas, o que abriu vaga para uma atacante leve, como Tardelli ou Maxi, para fazer companhia a Souza, que finalmente pode ficar em paz dentro da grande área, sem ter que sair pra buscar jogo, o que, definitivamente, não é sua praia. O time melhorou. Pior para o Figueirense, que levou uma chulapada de 5 x 0 no último sábado.
Os resultados apareceram: em cinco jogos, quatro vitórias e um empate. Não se pode esquecer que todas as vitórias foram no Maracanã e que o Flamengo cai muito de rendimento jogando fora de casa. Mas o importante é que a equipe atingiu as metas de curto prazo de Caio Júnior. Aliás, esta é a qualidade do treinador que mais me saltou aos olhos: planejar. Assim como Luxemburgo, que é o maior vencedor da era dos pontos corridos, Caio Júnior calcula, estima, elabora planilhas e mostra aos jogadores quanto uma equipe precisa ter em cada rodada para chegar ao final disputando o título. Afinal de contas, invicto mesmo só o Internacional de 79 e saber onde e quando perder é um dom para poucos.
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